Canteiros de obras devem ficar mais inteligentes com a tecnologia 5G

Características como a automatização, a conectividade e o monitoramento devem ser beneficiadas pela alta velocidade da internet 5G

Após o leilão do 5G no país, realizado em novembro com arrecadação de R$ 47,2 bilhões, a expectativa é que a tecnologia esteja disponível nos próximos anos. Na construção civil, algumas empresas já se preparam para aproveitar os benefícios da novidade e uma das principais apostas é que a internet de alta velocidade possibilitará um grande avanço da Engenharia 4.0.

“Está acontecendo uma transformação e, futuramente, será impossível mencionar os avanços da Engenharia 4.0 sem falar do 5G. Tudo estará interligado e será possível potencializar diversas soluções existentes hoje e também criar novas ferramentas”, destaca André Medina, gerente de Inovação da Andrade Gutierrez e responsável pelo Vetor AG, programa de inovação aberta voltado para os mercados de engenharia e construção.

Para o executivo, o 5G tem potencial de fazer com que os canteiros sejam mais inteligentes — com maior automatização, conectividade e monitoramento. Essas características aplicadas sobre materiais, equipamentos e pessoas podem gerar estatísticas e dados em tempo real, informações úteis para reduzir os custos da obra, ampliar a produtividade e tornar as tomadas de decisão mais assertivas. Também podem impactar de maneira positiva na segurança dos trabalhadores, por exemplo, com a conectividade empregada nos equipamentos de proteção.

A tecnologia deve, ainda, aprimorar alguns sistemas já existentes. Nessa lista estão a Internet das Coisas, a virtualização e a aplicação do Building Information Modeling (BIM). “O 5G abre caminho para que essas e outras inovações sejam melhor aproveitadas”, comenta Medina, indicando que os equipamentos que dependem da conexão com a internet, como sensores e drones, também vão ser beneficiados pelo menor tempo de resposta do 5G.

Quando funcionará?

De acordo com edital do Governo Federal, o 5G deve estar disponível em todas as capitais do país até julho de 2022. Já as demais cidades brasileiras contarão com a tecnologia até 2028.