Cadê o operador? Controlando a máquina à distância, em segurança.

Tornar-se gamer de máquinas reais é um sonho que já pode ser realizado por alguns operadores, graças à tecnologia de controle remoto. Na necessidade dos equipamentos trabalharem em locais críticos, em tarefas altamente insalubres e onde não pode haver presença humana, as empresas podem enviar máquinas não tripuladas para operar de forma segura com os mesmos níveis de desempenho e produtividade que as frotas convencionais.

O operador fica longe, dentro de uma cabine de controle de operações executando todos os comandos da máquina como se estivesse embarcado, porém à distância.

Alberto Ivan Zakidalski, CEO do Grupo AIZ, valoriza a importância da operação remota, principalmente para a segurança, conforto térmico e ergonômico dos operadores, além de redução de pessoal, de custos no local da obra e de riscos jurídicos para a empresa.

“Qualquer equipamento hidrostático ou com caixa automática pode ser rádio controlado. A tendência a partir de agora é retirar gradualmente o ser humano de dentro das máquinas, em operações insalubres”, destaca Alberto.

No setor de construção, essa tecnologia é recomendada para áreas de risco, pontos de deslizamento, desabamento, descargas elétricas, entre outras, enquanto na mineração é usada em barragens, operações underground, movimentação de material e descaracterização. Alberto explica que nada substitui o conhecimento humano sobre as condições da máquina enquanto ela opera. Por isso, é instalado um sistema de auto verificação para o operador saber o que acontece em tempo real durante o trabalho.

“Na operação remota, os equipamentos trabalham a distâncias muito maiores de mil metros, dependendo da região e dos obstáculos, alcance que pode ser expandido com repetidores”, informa Alberto. Se houver necessidade de resgate, o procedimento também deve ser remotamente, sem enviar técnicos para o local.

Por: Santelmo – Smart.Con
Imagem: Construtora Barbosa Mello